quinta-feira, maio 11, 2017

O Profeta Ezequiel e a doutrina da predestinação


Rolos sagrado
João Cruzué

Há muito, tenho ouvido esta assertiva calvinista: Uma vez salvo, salvo para sempre! O homem nada fez para ser salvo e nada precisa fazer para manter a sua salvação. O ensino da salvação absoluta. Eu sei que na Bíblia tem pontos difíceis. Um deles é Romanos 9;13 - Amei a Jacó e aborreci Esaú. Será que Deus olhou para os dois e, de repente, simpatizou-se com Jacó e não foi com a "cara" de Esaú? Vamos ver isto mais de perto, passando pelo capítulo 33 do Livro do Profeta Ezequiel.

Muitos pregadores crucificam o caráter de Jacó com suposições sem fundamento. Será que Jacó era mesmo um enganador, tanto quanto Abrão era um mentiroso?  Não é propósito deste texto tratar desta questão, considerando que os feitos  dos dois falam por si. O coração de Jacó einclinava-se para o sagrado, enquanto que o de Esaú era profano. Mundano. Quando arranjou duas mulheres heteias, formou um lar dentro de um conceito de família reprovável. As duas foram fontes de amargura para os sogros. Mas, o que mais pesou no coração de Deus para aborrecer a Esaú, provavelmente, foi o desprezo deste pela bênção da primogenitura.

Estive meditando por esses dias no livro do Projeta Ezequiel. Mais precisamente no capítulo 33. Se por um lado, Filipenses 1:6 diz que "Estou certo, que aquele que começou a boa obra em vós, a aperfeiçoará até o dia do Senhor Jesus, no capítulo 33 de Ezequiel, entre outras coisas, está escrito assim:

EZEQUIEL 33:13
"Quando eu disser ao justo
Que certamente viverá,
E ele, confiado na sua justiça,
Praticar a iniquidade,
Não virão a minha memória
Todas as justiças,
Mas na sua iniquidade
que pratica, morrerá."

EZEQUIEL 33:14
"E quando eu disser ao ímpio:
que: Certamente morrerás;
Se ele se converter do seu pecado,
e fizer juízo e justiça,
Restituindo o penhor,
Pagando o furtado,
Andando nos estatutos da vida
e não praticando iniquidade
certamente, viverá,
E não morrerá!"


Por isso, meu entendimento ainda continua assim: 

A salvação é de graça, e pela graça. Deus, olhando a terra e os homens na miséria do pecado, decidiu descer até aqui para trazer a sua graça, abaixando-se até nosso nível. E uma vez tendo sido perdoados e salvos, os frutos seriam uma consequência natural.  Mas a salvação proposta por Deus não é uma reta de chegada mas um caminho a ser percorrido. A porta é Jesus. E, depois da porta segue-se o caminho estreito. A salvação é recebida de graça e  mantida pela graça, mas também pode ser perdida, se de nossa parte desprezarmos a justiça, abandonarmos a santidade e perdermos a comunhão com o Espírito Santo.





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Um comentário:

Dilson Goulart de Mendonça disse...

É vero meu amado irmão, está resposta está correta no seu texto, pois sem a santificação não veremos a Deus.